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    Resolvi revisitar os clássicos do cinema brasileiro e também conhecer os filmes novos que estão pipocando por aí. E aí veio a ideia: por que não resenhar esses filmes e compartilhar a minha opinião sobre eles? E aqui está. Não é a crítica de um expert em cinema, mas sim a experiência que tive ao assistir estes filmes agora em idade madura.

    Confesso que, na minha juventude, eu detestava o cinema nacional. Achava as histórias ridículas, com temas sérios e importantes sempre misturados com uma sexualização exagerada. E olha, não tô falando isso como crítica moral não, viu? Quando era mais novo, eu até curtia uns filmes de sacanagem. Mas, pra mim, uma coisa era buscar um filme só pela sacanagem, outra bem diferente era assistir a um filme que tratava de questões relevantes, mas ficava perdendo o foco com cenas desnecessárias que mais atrapalhavam do que ajudavam.

    O cinema brasileiro nunca foi fácil de digerir. No passado, o problema era a sexualização excessiva. Já nos filmes mais recentes, o que pega é a lentidão com que as coisas acontecem. Mas acho que isso não é um defeito do cinema brasileiro em si, e sim da mente do espectador que foi moldada pelos blockbusters estadunidenses.

    Não tem como negar: os filmes dos EUA dominaram a cena latino-americana e viraram a referência do que é "bom cinema". Só que, na maioria das vezes, eram filmes de ação cheios de explosões, tiros e uma dinâmica que te deixava grudado na tela. Resultado? Quando a gente vê um filme brasileiro, acaba ficando entediado, porque eles costumam ser mais reflexivos, convidando a análises mais profundas e interpretações que a gente não tá acostumado a fazer. A dinâmica parece lenta demais pros padrões que a gente absorveu.

    Mas isso não é um "problema" só do cinema brasileiro. A nova geração de filmes estrangeiros também tá mudando o paradigma do cinema. Como se dizia antigamente, estão fazendo filmes mais "cabeça". São produções que te fazem pensar, refletir e tirar suas próprias conclusões. Muitas vezes, os finais são abertos, deixando espaço pra interpretação.

    Não que isso seja algo novo. No passado, já existiam filmes "cult", aqueles mais artísticos e cheios de simbolismos. Só que, como o próprio nome já diz, não eram feitos pro grande público, e sim pra um nicho específico de espectadores.

    Hoje, mesmo com as mudanças e uma maior procura por filmes "cult", a indústria ainda vive dos blockbusters. Claro, até esses filmes estão se adaptando ao novo público, mas o fato é que os filmes mais reflexivos estão ganhando espaço e conquistando um público cada vez maior.

    No meu caso, tenho revisto minha opinião sobre o cinema brasileiro. Por isso, resolvi mergulhar de novo nos clássicos e me dedicar mais aos filmes novos que estão chegando. E, já que tô nessa, que tal compartilhar minhas resenhas e opiniões sobre eles? Agora, com uma visão mais madura (e menos preconceituosa, né?).