É difícil definir qual é a proposta do filme. Era para ser um filme de ação com toques de comédia? Ou uma comédia com elementos de ação? No fim, não consegue ser nem uma coisa nem outra. A ação não empolga, a comédia não funciona. O estereótipo da patricinha influencer ainda adiciona uma boa dose de vergonha alheia.
A investigadora Denise (Giovanna Lancellotti), que quase se incendeia sem perceber, flerta com o ridículo. A trama do pai linha-dura que exige perfeição dos filhos e do herdeiro que precisa provar seu valor no trabalho já soa desgastada, repetitiva. Para não dizer que tudo é ruim, as tomadas das cidades são um acerto — bem escolhidas e visualmente bonitas, com destaque para as imagens de Porto Seguro.
E o diálogo da carteira de identidade no bar? Parece existir apenas para dizer ao espectador: "Olha, ela tem cara de menor de idade." Mas não é bem assim. Ok, ela é jovem, mas daí a se passar por uma adolescente? É preciso um esforço enorme para acreditar. E Denise, ao tentar interpretar uma adolescente, fica mais parecida com uma completa debiloide do que com uma jovem. Aliás, quase ninguém do elenco "adolescente" realmente convence no papel.
Bom, espero que os adolescentes de hoje não se pareçam com os deste filme — caso contrário, só posso lamentar por eles. E aquele esforço desesperado da Denise para se enturmar? Forçado ao extremo. A vibe adolescente que o filme tenta vender é simplesmente insuportável. Por pouco não desisti de assistir por causa disso.
Gosto da Giovanna, gosto muito do Falabella. E embora não conheça tão bem o Babu Santana, os poucos trabalhos que vi dele me agradaram bastante. Mas nem a presença deles conseguiu salvar este filme para mim. Simplesmente achei muito chato. E isso é tudo que tenho sobre este filme.
